Acusados de uma possível “ilegalidade” na execução dos serviços de transporte de pacientes na Saúde de Marataízes, o atual presidente da Câmara, Erimar da Silva Lesqueves (MDB), e mais três “colaboradores”, na qualidade de servidores públicos e prestador de serviços, terão que participar de audiência criminal às 16 h, na tarde de hoje, 11, para cumprimento da Carta Precatória número 5004655-44.2025.8.08.0069.
Erimar e mais três participantes da sessão solene, agora judicial, estarão também frente a frente, podendo fazer perguntas a testemunhas, apesar de totalmente desnecessárias, uma vez que a conduta tida como “lesiva aos cofres públicos” foi apontada e sentenciada pelo Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES), conforme o processo número 02137/2019-7, tendo como recursos os processos de números 00852/2020-1 e 00853/2020-5, todos com trânsito em julgado há mais de quatro anos e quatro meses e já arquivados, conforme se verifica pela simples consulta ao sistema do TCEES, como se vê no print de tela anexo.

O possível prejuízo aos cofres públicos, lá em 2019, superava os R$ 66 mil, e não conseguimos verificar nos processos nenhum comprovante de ressarcimento aos cofres públicos, ou recurso que alterasse a condenação.
A Redação da Rede LeR entrou em contato com um vereador da base do governo local, e outro, tido como oposição. Os dois parlamentares preferiram não se identificar ou mesmo se manifestar sobre o assunto.
A Redação da Rede LeR, por fim, tentou contato com vereador Erimar Lesqueves, que é o atual Presidente da Câmara, às 10h06, bem como, deixou mensagem no WhatsApp às 10h39, porém até o fechamento desta reportagem, às 19h30, o vereador não havia se manifestado.
Após a audiência traremos a lume as minucias do processo sobre essa “possível fraude” no transporte de pacientes, e o que ficou fora dele, como: 1. as comunicações de viagem feitas ao DER, 2. registro/comunicação do contrato de serviço ao DER e DNIT-ANTT; 3. relação dos ônibus de 50 lugares registrados e disponíveis pela empresa para a semana do serviço; 4. relação das vans de 15 lugares registrados e disponíveis pela empresa para a semana do serviço; 5. relação dos motoristas registrados e disponíveis pela empresa para a semana do serviço; e outros penduricalhos pertinente a essa possível fictícia prestação de serviço de transporte sanitário de doentes, além de entrevistas com pessoas citadas como “pacientes”.
Segue link com cópia da denuncia do Ministério Público ES, disponível no site TJES: VOL 1 – 00135780220218080000zzz
(POR Gutemberg dos Santos Souza)
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